Livro conta a saga dos porteiros no Rio de Janeiro

Os filhos do chão rachado se rebelam contra o destino de pobreza para se reinventar longe de casa, toureando a saudade, o preconceito e o rigor econômico, na construção de uma vida nova. Vencem – e, no bojo, transformam-se em personagens fundamentais de uma cidade. Os porteiros do Rio de Janeiro servem como exemplo do que os seres humanos são capazes, quando movidos pela determinação.

Sua impressionante força de trabalho, que permitiu a formação de uma reserva de mercado ao mesmo tempo informal e sólida, produz histórias de cinema. Algumas delas estão contadas em “Da minha porta, vejo o mundo”, livro ilustrado com as trajetórias de 13 porteiros de várias gerações – o mais velho, nascido em 1934; o mais novo, em 1986 –, que se espalharam pelo Rio.

No caminho, deram contribuição decisiva ao Rio, difundindo música, gastronomia e crenças religiosas características do Nordeste. São, ainda, um importante retrato do Brasil.

Escrito por Aydano André Motta, com fotos de Paulo Marcos de Mendonça Lima e concepção de Sylas Andrade, “Da minha porta, vejo o mundo” é um projeto pioneiro da Editora Portunhol.